quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Caso clínico 20 ( doença infecciosa )

Paciente 1- Cocker fêmea com aproximadamente 11 anos de idade em tratamento homeopático comigo desde 2012 e estava equilibrada. Com histórico de problemas dermatológicos, cardíacos, incontinência urinária e problemas de coluna.
Dia 1- fui informado que a paciente não estava nada bem, apresentava dificuldade para respirar, remela nos olhos, saía muito catarro pelo nariz e estava sem apetite algum. Foi utilizado um medicamento homeopático de emergência e minutos depois foi trocado por outro, pois o primeiro não surtiu efeito. Obs: relembro que no tratamento homeopático é utilizado sempre um medicamento por vez. Após algumas horas, o animal já respirava normalmente, mas ainda não queria comer nada, foi trocado novamente de medicamento.
Dia 2- o apetite já tinha começado a voltar, mas somente comia alimentos pastosos, foi dado continuidade ao tratamento e o apetite no final do dia já tinha se normalizado e a sua disposição também, porém tinha começado com uma tosse seca que foi solucionada mantendo o mesmo medicamento homeopático mas usado em freqüência diferente. Nesse dia uma outra paciente minha da casa, uma SRD de aproximadamente 11 anos, havia começado com essa mesma tosse seca e ficou prostrada e com febre. Ela também foi medicada e com o mesmo medicamento que havia surtido efeito na Cocker.
Dia 3- as 2 pacientes da casa estavam melhores, com um pouco de tosse porém em intensidade e frequência menores. Foi dado continuidade ao tratamento das duas.
Dia 6- a Cocker estava totalmente recuperada e a SRD apresentava somente tosse seca com intensidade bem mais fraca. Foi alterado a frequência da medicação. Obs 2: foi relatado também pela tutora que a sua vizinha tinha cães que tossiam há semanas e um desses animais foi a óbito e havia sido diagnosticado que estava com Cinomose por outro veterinário.
Dia 23- os animais estão muito bem sem sintomas dessa doença contagiosa e o tratamento homeopático tem que ser continuado.
Obs 3: Samuel Hahnemann, médico e criador da Homeopatia, há aproximadamente 200 anos atrás, já tratava e prevenia doenças infecciosas como a febre escarlatina e Cólera, durante as suas epidemias. E os resultados foram surpreendentes!

Reinaldo Massaharu Senaga
Médico Veterinário Homeopata


Atendimento em domicílio nas cidades de São Paulo, São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo e Santo André.
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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Caso clínico 19 ( emagrecimento progressivo e início de anorexia )

Espécie: felina
Idade: 12 anos
Sexo: fêmea
Raça: SRD


Consulta- Paciente com emagrecimento progressivo, regurgita o alimento logo após comer, estava mais quieto e comendo pouco.
Foi prescrito medicação homeopática de emergência.

Dia 6- tutora relata que nos dias que havia tomado o medicamento havia melhorado o apetite, mas ontem e hoje não queria comer nada.
Alteração da potência e freqüência do medicamento homeopático.

Dia 7- se alimentava mal ainda. Só queria alimento líquido, estava com as pupilas dilatadas e só queria ficar parada.
Troca de medicamento homeopático.

Dia 9- paciente melhorou muito, já estava se alimentando novamente, as pupilas não ficam mais o tempo todo dilatadas. Voltou a beber água.
Mantido a medicação homeopática.

Dia 10- comportamento voltou o habitual, mas comeu bem pouco, de manhã vomitou líqui levemente amarelado.
Mudança da potência do medicamento homeopático.

Dia 13- já está comendo só ração, no dia anterior havia vomitado um pouco de líquido amarelado, mas em muito menor quantidade do que no dia anterior.
Mantido a medicação homeopática.

Dia 20- se alimenta e bebe água normalmente.
Mantido a medicação homeopática.

3 meses depois- o paciente permanece bem e em tratamento.

Obs: Para cada caso é necessário não só o medicamento correto mas também a freqüência e potência adequadas.

Reinaldo Massaharu Senaga
Médico Veterinário Homeopata


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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Preparo do medicamento homeopático ( medicamentos dinamizados ).

Os medicamentos homeopáticos são produzidos através de um processo chamado de Dinamização, por isso, são chamados de medicamentos dinamizados. O seu preparo deve partir de uma tintura-mãe, solução-mãe ou de uma trituração.
Tintura-mãe- é uma forma farmacêutica líquida que se obtêm com diferentes gradações de álcool sobre produtos animais e vegetais. Nas farmacopéias há uma descrição detalhada do modo de se preparar cada medicamento e a técnica para obtenção da matéria-prima, como exemplo, em qual região a planta ou animal devem ser colhidos, qual a época da colheita? Antes ou depois da florada? etc. Exemplo: Bryonia alba.
Solução-mãe- usadas para o Reino Mineral e as substâncias de síntese que sejam solúveis. São preparados em água e não pode haver reação entre soluto e solvente. Exemplo: Natrum muriaticum ( NaCl- cloreto de sódio ).
Trituração- pode ser usado para todas as substâncias inclusive as insolúveis em água tornando-as solúveis. Essa foi mais uma das grandes descobertas de Hahnemann. É um processo que desperta ou intensifica  o poder medicinal das substâncias. Exemplo: Aurum metallicum ( ouro ).
Bom, a partir da tintura-mãe, solução-mãe ou trituração, realizamos o processo de Dinamização, que consiste em 2 partes: diluição e sucussão.
Existem 2 escalas originalmente descritas por Hahnemann, são a centesimal e a cinqüenta milesimal. Na centesimal, fazemos diluições de tal maneira que tomamos 1 parte do frasco anterior e colocamos em outro frasco contendo 99 partes de solvente, obtendo assim uma diluição na proporção de 1 para 100. Na cinqüenta milesimal fazemos as diluições na proporção de 1 para 50000. 
Sucussão: é uma agitação no sentido que se dá ao frasco de maneira repetida, fazendo-o bater verticalmente contra um anteparo pouco elástico ( livro, mesa ). O número de vezes que se bate é de 100 vezes, tanto na escala centesimal quanto na cinqüenta milesimal. A sucussão é importante porque libera no solvente um princípio medicamentoso, ou seja, a essência curativa do medicamento o qual muitos homeopatas consideram como sendo apenas uma energia curativa, cujas características são diferentes de acordo com a matéria-prima que lhes deu origem.
Após a sucussão teremos a primeira potência centesimal. Após isso diluímos novamente e realizamos as 100 sucussões e teremos a segunda potência, se quisermos a potência C30 ( C- centesimal ) por exemplo, teremos que fazer 30 diluições ( 1 para 100 ) e 100 sucussões em cada diluição, e assim por diante, repete-se o processo indefinidamente, até obtermos a potência desejada.
Resumindo- Dinamização é igual a diluição mais sucussão. Muito diferente do que algumas pessoas dizem: " que os medicamentos homeopáticos são somente diluições ". E é por causa dessas grandes  diluições que a Homeopatia encontra até hoje, muita dificuldade em ser aceita por algumas pessoas,  mesmo com os resultados impressionantes que ela pode produzir. E isso tudo em muito baixo custo para o farmacêutico e o paciente.  
Para finalizarmos, precisamos nos preocupar com a manutenção do princípio medicamentoso que obtivemos, para isso precisamos de um veículo para poder ser administrado ao paciente. Utilizamos álcool  para a manutenção e como veículo. Outras formas de o manter e administrar aos pacientes são os glóbulos, esses glóbulos são feitos de açúcar.

Leia também os posts sobre: Custos com o medicamento homeopático-  http://homeopatiaabc.blogspot.com.br/2014/04/quanto-vou-gastar-no-tratamento.html 

Conservação: http://homeopatiaabc.blogspot.com.br/2015/11/como-conservar-o-medicamento-homeopatico.html

Como administrar o medicamento ao seu animal- http://homeopatiaabc.blogspot.com.br/2014/10/como-administrar-o-medicamento.html

Referência bibliográfica:

Similia nº 60- www.bentomure.com.br


Reinaldo Massaharu Senaga
Médico Veterinário Homeopata


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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Caso clínico 18 ( Sistema locomotor )

Espécie: canina  
Raça: Pastor alemão.
Idade: 11 anos.
Sexo: fêmea.


Consulta: animal lambe muito as patas. Rói as unhas. Manca e tem fraqueza nas patas traseiras ao se levantar principalmente. Possui nódulos próximo à mama.
Prescrito medicamento homeopático.

3 meses depois- aparentemente bem, intensificou o roer de unhas mas sem exagero. Nódulos permanecem do mesmo tamanho. Houve melhora da parte locomotora.
Mantido a medicação homeopática.

1 ano depois- mantem a lambedura das patas e roer de unhas mas parece mais alegre e se levanta com mais facilidade.
Troca do medicamento homeopático.

1 ano e 1 mês depois- diminuiu um pouco o roer de unhas e mantêm bem a parte locomotora.
Alteração da potência do medicamento.

1 ano e 7 meses depois- após todo esse tempo de tratamento homeopático foi possível melhorar razoavelmente a parte locomotora ( fator limitante- idade ) e manter em um nível suficiente para manter uma boa qualidade de vida. E os nódulos nas mamas permanecem do mesmo tamanho e inofensivos.

Reinaldo Massaharu Senaga
Médico Veterinário Homeopata


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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Origem do medicamento homeopático

Afinal, do que é feito o medicamento que usamos na Homeopatia? Infelizmente é erroneamente difundido que a Homeopatia é um tratamento médico que usa plantas medicinais para que sejam preparados chá. Desconheço a origem desses comentários errôneos e digo que o medicamento homeopático nem sempre é preparado a partir de plantas e também não se faz chás, mas sim um outro tipo de solução, com uma técnica de preparo própria que será comentada em postagens posteriores. A Homeopatia de fato, usa como matéria-prima vários tipos de plantas mas também são usados produtos do Reino Animal e Mineral.
Reino Vegetal exemplos: Pulsatilla  nigricans, Arnica montana, Bryonia alba, etc.
Reino Animal exemplos: Cantharis, Apis mellifica, etc.
Reino Mineral exemplos: Aurum metallicum, Ferrum metallicum, etc.
" Ahhh... eu prefiro a Homeopatia porque é natural e portanto não faz mal à saúde ". Primeiramente, nem tudo o que vem da Natureza é inócuo à saúde e em segundo lugar, a Homeopatia se não for usada adequadamente ( se não forem seguidos os princípios da Homeopatia ) pode fazer mal sim. E temos também os preparados homeopáticos ( exemplo: Hepar sulphuris, Mercurius solubilis e Causticum ) e os produtos sintéticos como Anilinus, Formalin, etc, que foram criados pelo ser humano.
Existem aqueles produzidos a partir de secreções patológicas ( material de doença ), bactérias, toxinas ou partes de órgãos que são chamados de nosódios ou bioterápicos. Ex: Medorrhinum ( secreção venéres ), Psorinum ( pústula da sarna ).
Há também os imponderáveis como radiação e magnetos ( ártico e antártico ) por exemplo.
Devo lembrar que apesar dessa infinidade de medicamentos, só são realmente confiáveis aqueles que foram adequadamente submetidos às experimentações e que estas tenham sido conduzidas por pessoas muito confiáveis. E quem deve conhecer quais medicamentos são confiáveis, é o médico ou médico veterinário homeopata.


Reinaldo Massaharu Senaga
Medico Veterinário Homeopata

Leia também: Princípios Fundamentais da Homeopatia- http://homeopatiaabc.blogspot.com/2018/02/principios-fundamentais-da-homeopatia.html

Bibliografia

- Revista Similia número 59. www.bentomure.com.br
- Revista Similia número 60. www.bentomure.com.br


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terça-feira, 10 de novembro de 2015

Caso clínico 17 ( Problema comportamental e doença gênito-urinária )

Espécie: canina      
Raça: Lhasa Apso
Idade: 15 anos
Sexo: fêmea

Dia da consulta- animal apresentava medo de chuva e de barulhos, inchaço vulvar e secreção vulvar purulenta, flatulência, bebia muita água, apetite voraz, procurava sempre a companhia do tutor, não gostava de agitação e chorava de noite e tentou me morder durante o exame clínico. Usava medicamento floral ( o tutor medicou por conta própria ).
Medicado com medicamento de emergência.

Dia 3- houve diminuição do inchaço vulvar, e ainda saía secreção vulvar purulenta, mas menos. Continuava tomando muita água e urinando bastante. Aumento da flatulência, começou a interagir mais com as pessoas. O floral foi mantido por enquanto.
Troca de medicamento homeopático.

Dia 12- melhora do medo de barulho e trovões. Não tem mais secreção vulvar e nem inchaço.
Sem medicação por 15 dias.

Dia 27- reagindo muito bem a trovões e chuva. Foi iniciado a retirada do floral gradativamente.
Sem medicação por mais 15 dias.

Dia 42 ( houve atraso no retorno )- paciente sem florais e foi dito que está muito bem fisicamente e mentalmente.
Medicado novamente.

9 meses depois do início do tratamento- Mesmo com o tratamento interrompido o animal permanece bem.

Obs: Se o paciente estiver usando algum medicamento de uso contínuo no início do tratamento homeopático, a retirada desse tem que ser de maneira gradual e nunca bruscamente.

Reinaldo Massaharu Senaga
Médico Veterinário Homeopata


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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Como conservar o medicamento homeopático?

  Os medicamentos homeopáticos necessitam de alguns cuidados para a sua conservação por isso seguem abaixo algumas recomendações:

- Estoque em local bem ventilado ( ventilação natural ), não guarde em gavetas;
- Proteja da iluminação solar ou artificial direta ( lâmpadas fluorescentes, incandescentes, etc );
- Proteja-os do calor, evite sacolas de praia e porta-luvas de automóveis;
- Proteja de cheiros fortes, por exemplo: perfumes, sabonetes, inseticidas, etc...
- Deixe longe de aparelhos eletrodomésticos que emitam ondas como exemplo: computadores, microondas, televisão, celular, etc...
- Não guarde o medicamento em bolsas ou bolsos com cigarros;
- Nunca guarde o frasco com os medicamentos ou o plus na geladeira;
- Deixe sempre longe do alcance de crianças e animais;
- Deixe longe de medicamentos alopáticos;
- Não use o mesmo frasco para outros medicamentos sem antes tratá-los convenientemente por lavagem em água, álcool e por calor ( estufa ou água fervente );
- Ao utilizar-lo, separe os glóbulos na tampa, não derrame-os nas mãos. No caso de líquido, despreze as sobras de conta-gotas, não devolvendo-as para o frasco novamente;
- Para armazenamento em domicílio ou para transporte use uma cesta de vime sem pintura ou verniz ou outro tipo de embalagem sem cheiro, ventilado, resistente ao choque e que proteja da luz direta;

Observações: Nunca repita a dose do medicamento sem consultar o médico ou médico veterinário.
Se bem armazenado, o seu medicamento  homeopático pode durar muitos anos.


Reinaldo Massaharu Senaga
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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Caso clínico 16 ( Hepatopatia )

Espécie: felina.     Idade: 4 anos.  Sexo: macho.

Histórico: diagnosticado com Hepatopatia por colega, anorexia ( sem apetite ) há mais de 28 horas. Já havia sido tratada com antibióticos e protetores hepáticos mas sem sucesso.

Dia 0 ( consulta )- vomita sempre comida, logo depois que come;
                           - não gosta de ser pega;
                           - procura ficar perto das pessoas.
Foi preparado medicação de emergência e recomendado soro via oral.
Logo que eu saí do local, o paciente foi procurar comida. Comeu um pouco e não vomitou.

Dia 3- ainda come bem pouco mas sem regurgitar. Foi feita a troca do medicamento homeopático.

Dia 4- voltou a comer bem e voltou a apresentar o seu comportamento habitual.
Foi interrompido o medicamento de emergência e prescrito um medicamento para que esse problema não retornasse.

O animal segue em tratamento há 5 meses e o problema está controlado.

Reinaldo Massaharu Senaga
Médico Veterinário Homeopata


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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Caso clínico 15 ( Pancreatite )

Cão, 7 anos de idade, da raça Schnauzer, macho.

Dia 0- Recebo o telefonema de uma senhora dizendo que o seu cão não parava de vomitar, tinha gases, não estava comendo nada e havia sido diagnosticado com Pancreatite por um médico veterinário, meses atrás. A tutora não tinha tido até então nenhuma experiência com a Homeopatia mas acabou optando pelo tratamento homeopático que foi recomendado por uma cliente minha. Então foi prescrito um medicamento homeopático de emergência por telefone para que o animal pudesse sair da crise até o dia seguinte, que seria a sua consulta. Ela adquiriu o medicamento de emergência com uma cliente minha e começou a medicar o animal rapidamente.

Dia 1 ( consulta )- Foi relatado que meses atrás, já tinha tido outra crise idêntica e o animal apresentava comportamento como se estivesse com dor no dia anterior e na segunda dose do medicamento de emergência ele havia piorado mas logo tinha voltado ao normal. Na consulta o animal aparentava estar sem nenhuma dor e tinha voltado a se alimentar normalmente. A condição corporal estava boa, estava ainda com gases e bebia bastante água.
Foi prescrito um medicamento homeopático para prevenir a volta da doença e foi orientado que conforme a evolução, o animal teria que ingerir pelo resto da vida Pancreatina, caso o seu pâncreas se tornasse insuficiente devido à Pancreatite.

Dia 60- não apresentou nenhuma nova crise desde o início do tratamento, se alimenta bem, mantêm a condição corporal boa e não apresenta flatulência.
Alteração da potência do medicamento e não houve a necessidade de introduzir a Pancreatina..
Obs: paciente ainda segue em tratamento.

Reinaldo Massaharu Senaga
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terça-feira, 16 de junho de 2015

Caso clínico 14 ( Problemas dermatológicos )

Cão, Idade 9 anos, Poodle.
Queixa inicial- problemas dermatológicos.

Dia 0 ( consulta )- Estava usando pomada de Neomicina, ATB oral, ranitidina, complexo " homeopático " e mais uma erva chinesa.
Apresentava feridas pelo corpo inteiro aonde saía pús, tosse, medo de barulho, chuva e trovões, possessiva, mandona, procura por companhia.
Foi prescrito medicamento homeopático.

Dia 16- continua com todos os sintomas.
Mantido o medicamento homeopático e foi iniciado a retirada gradual de todos os outros medicamentos.

Dia 34- sem nenhum medicamento alopático, fitoterápico ou complexo "homeopático". 
          - melhora dos problemas dermatológicos mas apresenta ainda lesões na barriga.
Mudança da potência do medicamento homeopático.

Dia 50- animal mais corajoso quando ouve barulhos e trovões.
          - melhora dos problemas dermatológicos.
          - foi relatado que animal apresenta uma disposição muito melhor principalmente após a retirada do excesso de medicamentos.
Mudança da potência do medicamento.

Obs1: animal permanece em tratamento.

Obs2: leia o post sobre medicamento único.
http://www.homeopatiaabc.blogspot.com.br/2014/11/medicamento-unico.html

Reinaldo Massaharu Senaga
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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Doutor, o tratamento homeopático realmente funciona?

  Muitas vezes sou questionado por iniciantes se o tratamento homeopático funciona, eu aproveito essa pergunta tão freqüente para poder responder em forma de texto para o blog, dizendo que depende de 3 fatores essenciais: o veterinário, o tutor e o paciente.
1- Médico Veterinário Homeopata: responsável pela conduta a ser tomada, pela escolha e prescrição do medicamento.
- obviamente deve seguir os princípios da Homeopatia ( como aplicar a Lei dos semelhantes, prescrever 1 medicamento por vez, usar somente medicamentos dinamizados, etc... ); Obs: Leia o post sobre Medicamento único ( http://www.homeopatiaabc.blogspot.com.br/2014/11/medicamento-unico.html )
- o verdadeiro médico veterinário homeopata não associa ao seu tratamento a Alopatia e nenhuma outra terapia ( como Acupuntura, Florais, Fitoterapia, etc... ).
2- Tutor: é o responsável para passar informações ao veterinário, para que o medicamento seja adequadamente selecionado e usado da maneira correta. Para isso é necessário:
- que ele esteja atento à totalidade dos sintomas que o paciente apresentar para poder informá-los ao veterinário;
- respeitar as datas de retorno;
- nunca se fixar em um único sintoma ou local e esquecer de citar os demais. Ex: há tutores que ficam tão preocupados com uma determinada alergia de pele, que esquecem de relatar que o animal está diminuindo o apetite, por exemplo, ou esquecem de dizer que ele alterou o seu comportamento, está emagrecendo, etc...
- em caso de dúvidas entre em contato com o médico veterinário, se ele não puder atender de imediato, aguarde para ser atendido;
- o ideal seria que os sintomas fossem relatados juntamente com as suas datas de ocorrência e as suas variações de intensidade também. Dica: escreva os sintomas em um calendário ou faça uma tabela e fixe ela em algum lugar visível da casa e sempre vá fazendo as anotações. Um dia antes da consulta, passe a limpo as datas e os sintomas em uma folha sulfite;
- não usar outras terapias;
- não mentir, não omitir sintomas e não inventar sintomas;
- informar também sobre acontecimentos que podem influenciar na saúde do animal. Como por exemplo: mudanças climáticas, discussões familiares na casa, chegada de um novo animal, mudanças de rotina, mudanças na alimentação, convívio com outros animais da casa, etc...
- procurar sempre se instruir lendo bastante, freqüentando palestras sobre Homeopatia. Esse conhecimento pode ser útil até na hora de procurar um verdadeiro médico ou médico veterinário homeopata;
- se tratar com Homeopatia, se houver necessidade;
- ter tempo para cuidar dos animais;
- gostar de animais, eles são seres vivos que requerem carinho, atenção, ficam doentes, requerem uma alimentação adequada, exercícios físicos ( brincadeiras e passeios ), local limpo, enfim dão muito trabalho e gastos. São bem diferentes de bichinhos de pelúcia!
- respeitar o tempo de recuperação do paciente. Nem sempre ele vai ficar bom na hora e na velocidade que queremos!
- conservar o medicamento homeopático de forma adequada.
3- Animal ( paciente ): precisa ter condições para reagir ao tratamento e para isso:
- não pode estar com os órgão vitais gravemente comprometidos, seja por um tratamento inadequado e/ou pelo avanço da doença e/ou idade;
- se necessário serão retirados medicamentos que ele já toma, pois podem interferir na ação do medicamento homeopático;
- precisa ter alimentação e condições de vida adequadas.
Se cada um fizer a sua parte e se o animal estiver em condições de reagir, não vejo como não termos sucesso no tratamento homeopático!

Reinaldo Massaharu Senaga
Médico Veterinário Homeopata

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Caso clínico 13 ( Edema pulmonar )

Poodle macho, 8 anos de idade.
Dia 0 ( consulta )-  com crise respiratória, tosse com engasgo várias vezes seguidas principalmente à noite, expectora secreção gosmenta branca, lado esquerdo do coração aumentado, quando dorme a sua respiração é cansada e procura companhia. Tomando vários diuréticos.
Foi prescrito medicamento homeopático de emergência.

Dia 2- melhorou muito a tosse e a respiração estava estável.
Mudança na potência e freqüência da medicação.

Dia 7- tosse piora ao tomar o novo medicamento.
Diluição do medicamento ( alteração da potência ). E no período da tarde já havia tido melhora.

Dia 35- animal voltou a ter as tosses e crises respiratórias.
Obs: a tutora havia interrompido o tratamento sem autorização.
Medicada com medicamento de emergência, mas não surtiu o efeito esperado devido à agravação da sua doença, o animal chegou a ser levado também ao hospital alopático mas o tratamento também não surtiu o efeito e o animal veio a óbito.

Obs: Vale a pena ler o post sobre perigos da automedicação- http://www.homeopatiaabc.blogspot.com.br/2014/07/perigos-da-automedicacao.html
que fala sobre a necessidade do acompanhamento do Médico Veterinário Homeopata até o fim do tratamento, principalmente em casos complicados como esse.

Reinaldo Massaharu Senaga
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Caso clínico 12 ( Problema comportamental )

Cão, idade 2 anos, raça Poodle.
Animal mordia ao colocar a roupa nele ou sem motivo aparente e no colo também tentava morder.
Dia 1 - consulta- sintomas utilizados para a escolha do medicamento: agitado, procura companhia e bebia muita água e aversão ao toque. Exame físico: nada digno de nota.
Dia 90- animal continuava agitado ( mas temos que considerar que se trata de um animal novo e que necessitava gastar a sua energia ) e parou de atacar as pessoas sem motivo aparente.
Fazem 2 anos que o tratamento foi iniciado e o animal segue bem.

Reinaldo Massaharu Senaga
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