quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Caso clínico 33 ( Insuficiência renal crônica )

Idade: 8 anos.
Raça: Cocker.
Sexo: fêmea.

Consulta ( 15:00 ): Diagnosticado com insuficiência renal crônica, em acompanhamento junto com Alopatia, animal bem prostrado, se escondendo, vômitos de ração inteira algumas horas depois de comer, diarréia, estava recebendo soro subcutâneo diariamente.
Foi prescrito medicamento homeopático.
23:00- depois que fui embora vomitou 3 vezes comida inteira.
Troca da medicação homeopática.

Dia 1- 9:15- por enquanto não vomitou e se alimentou normalmente.
18:10- não vomitou até o momento, se alimentou normalmente, animal dormindo bastante.
Mantido a medicação homeopática.

Dia 2- desde ontem não vomita. Hoje teve um pouco de diarréia, mas permanece bem animada e se alimentando normalmente.
Mantido a medicação homeopática.

Dia 5- Passou mal- vômito de comida não digerida.
Mantido o mesmo medicamento, foi alterado a freqüência de medicação.

Dia 6- Não vomitou mais e não teve mais diarréia.
Mantido medicação homeopática.

Dia 7- Vomitou de madrugada, tutora relatou que ultimamente tem comido terra e com base nessa nova informação foi escolhido um novo medicamento homeopático.
Troca de medicação homeopática.

Dia 10-  sem vômitos e permanece bem.
Mantido a medicação e alterada a freqüência.

Dia 15- sem vômitos e disposta, diminuição da uréia e creatinina. E segundo relatos voltou a ser a mesma cachorra. Não comeu mais terra.
Mantido a medicação homeopática.

Dia 45- tem dormido bastante e está com bafo bem forte. Vomitou apenas 2 vezes desde a última conversa, está tomando bastante água.
Troca da medicação homeopática.

Dia 60- animal prostrado.
Mantido medicação homeopática.

Dia 72- bem mais animada e voltou a comer normal.
Mantido tratamento homeopático.

Dia 100- o tratamento homeopático juntamente com a medicina tradicional foram mantidas mas o animal veio a óbito. Apesar disso, foi possível diminuir o sofrimento do animal nesse período. Há tutores que optam por fazer somente o tratamento homeopático por considerarem bem menos invasivo e tenho tido bons resultados também e recomendo.

Reinaldo Massaharu Senaga
Médico Veterinário Homeopata

Atendimento em domicílio nas cidades de São Paulo, São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo e Santo André.
e-mail: massahomeopatia@gmail.com
whatsapp: (11) 99921 9447
Instagram rms.homeopatiaveterinaria



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terça-feira, 19 de setembro de 2017

Caso clínico 32 ( anorexia e sinusite )

Espécie: papagaio.
Sexo: fêmea.
Idade: 28 anos

Histórico: animal tinha parado de comer.
Foi prescrito medicação de emergência

Consulta: comendo 1% do que costumava comer. Estava tomando mais água. Espirrando. Animal é agressivo. Parece mais disposto, só que mais parado do que o habitual. Procura companhia. Tinha feito inalação em uma clínica e piorou o quadro respiratório. Faz tempo que destrói objetos.
Troca de medicação homeopática.

Dia 2- Animal começou a arfar um pouco.
Troca de medicação homeopática.

Dia 3- Comendo 5% do que costumava. Procurando companhia. Espirrando às vezes.
Troca de medicação homeopática.

Dia 11- Voltou a comer como antes. Espirrando menos, somente 2 vezes de manhã e a tarde. Humor voltou ao normal, anda pela casa, subindo no ombro, bicando, etc...  Leve arfar.
Mantido o medicamento homeopático.

Dia 27- Respirando bem, continua se alimentando normalmente. Falando e cantando normal.

1 ano depois- animal permanece bem.

Reinaldo Massaharu Senaga
Médico Veterinário Homeopata

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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Caso clínico 31 ( Diarréia )

Sexo: macho.
Espécie: felina.

Animal resgatado com aproximadamente 10 meses de idade, chega muito magro na casa da tutora, vômito de comida, fezes amolecidas e apresentava borburigmos ( barulhos no abdômen ).
Prescrito medicação de emergência.
No mesmo dia- fezes ficaram líquidas.
Troca de medicação de emergência
Animal parece um pouco mais alerta. Mas a melhora estacionou.
Troca da medicação de emergência.
Fezes um pouco menos líquidas e animal começou a procurar alimento.

Dia 1- paciente continua com as fezes moles e começou a apresentar um novo comportamento, o de se assustar muito fácil.
Alteração da medicação homeopática.

Dia 2- Comendo normal mas as fezes ainda se apresentam moles.
Mantido a medicação homeopática.

Dia 7- fezes moles persistem, animal menos assustado. Comendo normalmente.
Diluição do medicamento homeopático na proporção de 1 para 10000.

Dia 8- não defecou mais mole, fezes ficaram firmes. Animal mais ativo, menos medroso, um pouco mais curioso. Se alimenta bem. E ontem a noite até tentou interagir com um dos gatos da casa.

1 ano depois do tratamento- continua em tratamento e animal está muito bem.

Obs: Vejam como a Homeopatia foge do senso comum. A diminuição da concentração do medicamento, ocasionando uma melhora gritante no animal! Diminuição da concentração de 1 para 10000!

Reinaldo Massaharu Senaga
Médico Veterinário Homeopata

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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Caso clínico 30 ( insuficiência renal aguda e insuficiência pancreática exócrina )

Espécie: canina.
Raça: Labrador.
Idade: 9 anos.
Sexo: fêmea.

histórico: animal estava internada em um hospital veterinário pois havia sido submetida a uma OSH ( ovario-salpingo-histerectomia ) por causa de uma Piometra, apresentava anemia e aumento da creatinina. Nesse hospital mesmo foi medicada com Homeopatia juntamente com o tratamento alopático.
Consulta- ao chegar em casa, estava um pouco ofegante, fezes de cor preta e com cheiro muito forte, animal sempre comeu exageradamente, procurava terra para comer, apresentava otite nos 2 ouvidos, tinha verrugas pelo corpo e tártaro nos dentes.
Foi utilizado somente o medicamento homeopático como tratamento para o pós cirúrgico e para tratar a doença dela.
Dia 1- animal aparentava apresentar dor logo após ingerir qualquer alimento, só ficava deitada, soltava muitos gases e havia muitos ruídos intestinais. De algum tempo para cá vinha apresentando emagrecimento progressivo.
Foi mantido medicação homeopática e foi introduzido pâncreas suíno crú na sua dieta.
Dia 2- animal apresentava melhora considerável do quadro, já conseguia se alimentar sem ter cólicas.
Foi mantido a medicação homeopática mais o pâncreas suíno.
Dia 3- paciente continua a melhorar gradativamente e se alimentava normalmente. A cicatrização cirúrgica estava evoluindo muito bem.
Dia 30- animal voltou a ganhar peso. Menos ansiosa, não voltou a comer terra. Cicatrização cirúrgica ótima sem mais ter inchaço e ainda apresenta verrugas pelo corpo. Animal estava se cansando fácil ao caminhar.
Alteração da potência do medicamento.
Dia 36- paciente sem cólicas e sem cansaço ao caminhar. Mantido o tratamento homeopático e o pâncreas suíno crú na dieta.
Dia 90- animal acorda vomitando ( vomitou 3 vezes durante a madrugada ). Tutora havia atrasado a medicação homeopática. Até esse dia o animal estava muito bem.
Foi utilizado medicação homeopática de emergência.
Dia 91- animal totalmente recuperado.
Dia 120- animal permanece em tratamento homeopático e com pâncreas suíno na dieta.

Reinaldo Massaharu Senaga
Médico Veterinário Homeopata


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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Vitalismo

Todo ser vivo é constituído pelo corpo físico mais uma energia que o anima, o governa e harmoniza, é a energia vital.
Organon 6ª edição- trecho do parágrafo 15:  " O organismo é, na verdade, o instrumento material da vida, não sendo, porém, concebível sem a animação que lhe é dada pelo dinamismo instintivamente perceptor e regularizador, tanto quanto a força vital não é concebível sem o organismo, consequentemente, os dois juntos constituem uma unidade, embora em pensamento, nossas mentes separem essa unidade em dois conceitos distintos para mais fácil compreensão. "
É essa energia que se desequilibra e o organismo na tentativa de se reequilibrar produz os sintomas. Portanto, o que devemos tratar é essa energia desequilibrada e com medicamentos dinamizados. ( Leia o post sobre medicamentos dinamizados ). Mesmo em casos que são diagnosticados como infecciosos ( doenças causadas por microorganismos como bactérias, fungos, vírus, protozoários, etc ) o reequilíbrio dessa energia vital através dos medicamentos dinamizados provoca uma resposta do organismo contra esses agentes infecciosos, promovendo a cura da moléstia nesses casos também.

Bibliografia:
Organon 6ª edição- Samuel Hahnemann- traduzido da edição alemã, 4ª edição brasileira, 2010- GEHSP- Grupo de Estudos Homeopáticos de São Paulo Benoit Mure ( Ihgg- Instituto Hahnemaniano George Galvão ).

Medicamentos dinamizados: http://homeopatiaabc.blogspot.com.br/2015/11/preparo-do-medicamento-homeopatico.html


Reinaldo Massaharu Senaga
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terça-feira, 12 de setembro de 2017

Supressão

Em um dos posts anteriores eu citei a palavra Supressão, gostaria de explicar melhor do que isso se trata. Supressão é um fenômeno observável na evolução natural das doenças quando um determinado estado mórbido, por uma razão qualquer, desaparece depois de um tempo variável, dando lugar a uma outra forma patológica mais grave do que a anterior. Uma análise mais superficial poderá indicar que houve a cura da primeira doença e o surgimento da segunda não teria relação alguma com a primeira. Veja agora alguns trechos da Obra, Doenças Crônicas de Samuel Hahnemann ( o criador da Homeopatia ), publicado no ano de 1835, aonde é explicado o que é Supressão e é também citado 97 casos observados por outros médicos:
1- Uma menina de 5 anos havia tido por um certo tempo grandes vesículas de sarna nas mãos e que secaram por si sós, completamente. Pouco depois, ela tornou-se sonolenta, cansada e foi acometida de dispnéia. No dia seguinte, sua sarna prosseguiu e seu abdômen tornou-se distendido.
2- Um homem magro morreu de inflamação no peito e outros transtornos vinte dias depois de eliminar a sarna.
3- Um jovem que havia sido aconselhado pelo ( bom médico ) Prof. Krause contra o uso de unguento de enxofre para uma sarna que havia reaparecido não seguiu o conselho e friccionou-se com o mesmo, após o que morreu de constipação. Em seu corpo, na autópsia, foram encontradas bolsas de pús nas vísceras abdominais.
4- Após a expulsão da sarna, veio a mais violenta das cólicas, dor na região inferior esquerda das costelas, inquietação, febre insidiosa, ansiedade e constipação obstinada.
5- Um homem e uma mulher tiveram uma erupção de sarna na mão, a qual durou muitos anos; todas vez que ela secava por completo, sempre acontecia febre e logo que esta acabava a erupção da sarna novamente retornava; não obstante, esta sarna abrangia apenas uma parte pequena do corpo e não era eliminada com aplicações externas.
6- Uma criança de 1 ano de idade tinha tido tinea capitis por um certo tempo, além de uma erupção no rosto; ambas manifestações haviam secado por completo pouco antes de aparecer calor, tosse e diarréia. O retorno da erupção na cabeça provocou alívio.
7- Após a eliminação da sarna, seguem-se febres agudas as mais frequentes com grande perda de força. Num destes casos, a febre durou sete dias, quando reapareceu a erupção da sarna que deteve a febre.
8- Uma empregada, após friccionar duas vezes um unguento na usa sarna sofreu um ataque de epilepsia.
Em Hipócrates ( considerado o pai da Medicina ) em meados de 400 a.C.  também observou a supressão:
Aforismo 65, 5ª seção: " Quando inchações aparecem em feridas, os doentes não são sujeitos a espasmos nem delírios; porém, se desaparecem bruscamente e se situadas atrás da ferida, sobrevém convulsões e tétano; quando a ferida está adiante, delírio, dores do lado agudas, ou supurações, ou disenteria, se o tumor for vermelho".
Em 2016- http://homeopatiaabc.blogspot.com.br/2017/09/caso-clinico-29-lipidose-hepatica-e.html

Bibliografia

- Doutrina Médica Homeopática- Grupo de Estudos Homeopáticos de São Paulo Benoit Mure, 1988;
- Aforismos de Hipócrates e Maffei- Grupo de Estudos Homeopáticos de São Paulo Benoit Mure, 2008;
- Doenças Crônicas- Sua Natureza peculiar e sua cura homeopática- Samuel Hahnemann- Tradução da quinta edição alemã ( 1835 ), Quinta edição brasileira ( 1999 ).

Reinaldo Massaharu Senaga
Médico Veterinário Homeopata


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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Individualização

Eu tenho recebido perguntas de várias pessoas inclusive profissionais de veterinária sobre qual medicamento homeopático poderia ser utilizado para determinada doença ( ex; medicamento para epilepsia ) ou para um determinado local do corpo do animal ( ex: medicamento para a pele ), não é tão simples prescrever com tão pouca informação assim em Homeopatia, por isso senti a necessidade de escrever sobre a Individualização do caso.
Não medicamos somente uma determinada parte do corpo do paciente, aliás para nós não existe tratamento nenhum que consiga fazer isso, porque o nosso organismo é um todo indivisível, se passamos uma pomada na pele  na verdade estamos agindo sobre o organismo inteiro ( veja também: a palavra Indivíduo/ In- não/ Divíduo- divisível ).
Não tratamos nomes, como dizem por aí, medicamento homeopático para insônia, por exemplo, porque existe na verdade diferentes tipos de insônia, e cada tipo requer um determinado medicamento. Ex: crises de insônia que começaram depois de uma mágoa, insônia por preocupação, insônia que começa a meia-noite.
Por isso é sempre preciso que os tutores passem o quadro completo do animal e as particularidades desses sintomas, nos retornos para a definição do medicamento adequado.
Exemplo: animal apresenta tosse que piora de madrugada por volta das 2:00, e apresenta também produção excessiva de cera no ouvido direito, coceiras pelo corpo que pioram com banho e vômitos de espuma esporádicos.

Reinaldo Massaharu Senaga
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domingo, 10 de setembro de 2017

Caso clínico 29 ( Lipidose hepática e supressão )

Espécie: felino.
Sexo: macho.
Idade: 7 anos.

Antecedentes: teve problema de pele há um mês atrás, quando foi prescrito Intraconazol e não surtiu efeito. Depois foi utilizado um medicamento ( que é uma mistura de medicamentos dinamizados, Obs: já foi dito aqui no blog que um dos princípios da Homeopatia é não dar mais de um medicamento por vez, leia texto sobre medicamento único neste blog ) e em seguida o problema sumiu, porém alguns dias depois o animal parou de comer e ficou ictérico ( Supressão ).
Levou para outro veterinário e foi realizado exames de sangue e ultrassom e foi diagnosticado intoxicação hepática. Foi prescrito uma série de medicamentos alopáticos ( aproximadamente 5 ), e não estava melhorando, estava muito letárgico e sem apetite ( teve que forçar a alimentação ), permaneceu assim durante uns 3 dias e o tutor entrou em contato comigo por indicação.
Foi prescrito medicamento homeopático de emergência e foram interrompidos todos os medicamentos alopáticos.

Consulta ( 1 dia depois da prescrição ): animal se levantou e foi tomar Sol, foi relatado que antes da medicação não saia de debaixo das cobertas, continua dando comida na boca mas já não briga mais para comer, mas ainda não estava comendo sozinho. Começou a procurar água e Sol. E animal já não estava mais ictérico.
Fim do dia- continua engolindo comida sem entusiasmo mas sem relutar e aumentou a ingestão de água. O tutor havia voltado do serviço e o animal permanecia na mesma posição já fazia um hora.
Troca de medicamento homeopático.
O tutor havia voltado da farmácia homeopática trazendo o novo medicamento e o animal seguiu o tutor até a cozinha e pegou sozinho um grão de ração na boca.
Voltei a insistir um pouco mais no primeiro medicamento.

Dia 2- animal começou a ingerir alimento líquido, e já estava indo até a cozinha e comia um pouco. A disposição havia melhorado também.

Dia 3- dormiu junto com o tutor ronronando, ia até a comida mas não estava comendo novamente. Estava apresentando espirros, começou a sair secreção do nariz mas a disposição estava bem melhor. Estava tomando Sol e se lambendo pela primeira vez depois de tudo, e só comia alimento líquido.
Troca de medicamento homeopático.

Dia 6- tutor retorna dizendo que o animal estava ótimo, se alimentando normalmente, o único sintoma que permaneceu foram pequenas falhas de pêlo.
Obs: no tratamento de doenças crônicas o processo de cura se dá de dentro para fora, ou seja, primeiro melhoram os problemas internos e a pele é o último lugar a ser curado, isso é o que acontece no tratamento Homeopático. Já o contrário disso é a Supressão, aqui a doença vai de fora para dentro, ou seja há uma piora na doença do paciente ( no caso citado o sintoma na pele foi cortado e apareceu outro problema interno ). A Supressão ocorre pelo uso de medicamentos paliativos.

Um ano e meio depois- o tratamento continua e o animal permanece bem.

Reinaldo Massaharu Senaga
Médico Veterinário Homeopata

 Medicamento único: http://homeopatiaabc.blogspot.com.br/2014/11/medicamento-unico.html

Lei dos Semelhantes: http://homeopatiaabc.blogspot.com.br/2013/11/lei-dos-semelhantes.html


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