sexta-feira, 22 de março de 2019

Sobre a necessidade de diluir os glóbulos da Homeopatia

  Hahnemann, o criador da Homeopatia, durante a sua experiência chegou à conclusão de que não se devesse tomar os glóbulos secos dos medicamentos repetidamente sem antes diluí-los em um pouco de água.
  No entanto, vejo na minha rotina alguns profissionais de Homeopatia prescrevendo os medicamentos na forma de glóbulos e orientando para que o paciente ingerisse estes secos e diariamente ( ou em intervalo de tempo menor ainda ).
  Postarei um parágrafo da 6ª edição do Organon para instruir e alertar os profissionais sobre os riscos dessa conduta.

Parágrafo 247- 6ª edição do Organon da arte de curar ( 1842 ):

" Não é prático repetir a mesma dose inalterada (*) de um medicamento, uma vez, para não dizer nada de sua freqüente repetição ( e a intervalos curtos, para não retardar a cura ). O princípio vital não aceita tais doses totalmente iguais sem resistência, isto é, sem que outros sintomas do medicamento se manifestem, a não ser os semelhantes à doença a ser curada, porque a primeira dose já realizou a alteração esperada no princípio vital, e uma segunda dose inalterada, toda semelhante dinamicamente, não poderá mais, assim, encontrar as mesmas condições da força vital. O paciente pode, realmente, adoecer de outro modo ao receber outra dose não modificada, piorar, pois agora os sintomas do remédio dado, permanecem ativos, não tendo sido homeopáticos ao mal original, daí não se pode realizar progresso em direção à cura, apenas uma verdadeira agravação do estado do paciente. Mas se a dose seguinte for um pouco mais diferente de cada vez, isto é, um pouco mais potencializada, então o princípio vital pode ser alterado sem dificuldade pelo mesmo medicamento ( diminuída a sensação da doença natural ), e assim aproximar-se a cura.

(*) Não devemos, mesmo com o remédio homeopático melhor escolhido, por exemplo, um glóbulo da mesma potência que primeiro foi tão benéfica, deixar que o paciente tome uma segunda ou terceira dose, ingerida sem líquido. Da mesma forma, se o medicamento foi dissolvido em água e a primeira dose se revelou benéfica, uma segunda ou terceira dose, ainda menor, do frasco que se acha imóvel, mesmo em intervalo de alguns dias, já não mais seria benéfica, mesmo que a preparação primitiva tenha sido potencializada agitando-se dez vezes, ou como sugeri mais tarde, apenas duas vezes, a fim de evitar esta desvantagem, e isto de acordo com as razões acima expostas.
  Porém, se se modifica cada dose em seu grau de dinamização, como aqui ensino, não há prejuízo na repetição mais freqüente das doses, mesmo que o medicamento fique altamente potencializado devido a muita sucussões. Poder-se-ia quase dizer que o medicamento homeopático melhor escolhido poderia remover melhor da força vital a perturbação mórbida, e nas doenças crônicas, extingui-la somente se aplicando em diversas formas diferentes. "


Bibliografia:

- Organon da arte de curar, 6ª edição, Samuel Hahnemann. 4ª edição brasileira feita pelo Grupo de Estudos Homeopáticos de São Paulo, 2010.


Reinaldo Massaharu Senaga
Médico Veterinário Homeopata

  Atendimento em domicílio nas cidades de São Paulo, São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo e Santo André.
e-mail: massahomeopatia@gmail.com
whatsapp: (11) 99921 9447
Instagram rms.homeopatiaveterinaria


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